Fui sempre a incerteza no olhar
A árvore imóvel no meio da floresta
Aliás, sempre fui o pássaro que vagueava
Sobre cabeças ocas e imprestáveis
Eu não queria acreditar quando soube
Mas há que encarar a realidade
E aí eu encarei com garra
Toda a imundice da sociedade
Toda a hipocrisia, toda a palavra simplesmente dita
Toda a palavra que apodrecia mal saía da boca
Apenas encontrei uma única palavra
Essa palavra era a única verdadeira
E era aquela que jorrava do corpo, da alma, do olho
Desprezo os demais que acreditam
Que essa palavra não é palavra
Mas porquê? Por não possuir dicionário?
Ou... talvez pela possessão do infortúnio
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